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Jaques Wagner e Augusto Lima: veja quem são os alvos da 9º fase da Compliance Zero

Jaques Wagner é alvo de nova fase da operação Compliance Zero A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, sendo um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado. Relembre aqui as fases anteriores da operaçãoQuem é Jaques Wagner, senador alvo da 9ª fase da Compliance Zero que mira caso Master Os alvos da nova fase da Operação Compliance Zero, conforme detalhado nos documentos judiciais, pidem-se entre agentes públicos, gestores bancários, operadores financeiros e empresas interpostas. A investigação apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Veja quem são os alvos: Jaques Wagner: Senador da República, é apontado pela Polícia Federal como o beneficiário central de vantagens econômicas indevidas. As investigações indicam que ele teria recebido benefícios como o uso de aeronaves privadas, ingressos para shows internacionais e a aquisição oculta de um apartamento de luxo, além de pagamentos a empresas de seu núcleo familiar. Em troca, teria atuado parlamentarmente em temas de interesse do Banco Master, como emendas sobre crédito consignado e o Fundo Garantidor de Créditos. 1 de 1 Líder do governo no Senado Federal, senador Jaques Wagner (PT-BA) — Foto: Carlos Moura/Agência Senado Augusto Ferreira Lima: Gestor ligado ao Banco Master e principal interlocutor privado de Jaques Wagner. É descrito como a figura central na entrega de vantagens, coordenando desde o uso de jatos até a operacionalização financeira para a compra do imóvel indicado pelo senador e os repasses para a BN Financeira. Guilherme Henrique Sodré Martins ("Tio Guiga"): Pai de Eduardo Sodré e pessoa de confiança de Jaques Wagner. Atuaria como articulador entre o Banco Master, o gabinete do senador e o núcleo familiar, inclusive em tratativas sobre o imóvel Poème Horto após o início das investigações. Valério Marega Júnior ("Valério Fundos") : Operador financeiro ligado a estruturas de fundos do Banco Master. Foi acionado por Augusto Lima para a operacionalização da compra do apartamento do empreendimento Poème Horto. David Lopes Monteiro: Operador vinculado ao núcleo empresarial e jurídico. Alvo de busca e restrições pessoais. Luiz Antonio Lombardi: Diretor da Epítome S.A., empresa que adquiriu formalmente o imóvel em Salvador. É suspeito de atuar como pessoa interposta (laranja) para ocultar o real beneficiário da compra, dada a incompatibilidade de seu histórico laboral com a gestão de grandes capitais Andréa Lima Novaes: Diretora da PKL One Participações S.A. e prima de Augusto Lima. Teria viabilizado a transferência de R$ 3,5 milhões para a BN Financeira e integraria estruturas empresariais sob controle fático de terceiros. BN Representações Tecnológicas Ltda.: Empresa vinculada ao mesmo núcleo da BN Financeira, com a qual compartilha contador, telefone e endereço. É investigada por integrar o circuito de dissimulação de valores, tendo também suas atividades suspensas. PKL One Participações S.A. (Credcesta): Empresa ligada ao núcleo de Augusto Lima que efetuou a transferência milionária para a BN Financeira. Está inserida no contexto de negócios de crédito consignado que aproximaram o senador Wagner dos gestores do Banco Master. Terra Firme da Bahia Ltda.: Empresa vinculada a Augusto Lima e onde Andréa Novaes possui vínculo profissional. É citada pelo trânsito de presentes de alto valor entre os investigados, como itens de empório acompanhados de bilhetes manuscritos. GF4.15 Participações e Consultoria Ltda.: Sociedade administrada por Guilherme Sodré. Seu CNPJ foi compartilhado entre os operadores do esquema, o que sugere sua utilização no circuito financeiro ou documental sob investigação. Bonnie Toaldo Bonilha (cônjuge de Eduardo Sodré e vinculada à estrutura societária da BN Financeira) e Patrich Toaldo Bonilha (vinculado à BN Representações Tecnológicas no contexto do núcleo familiar Sodré/Bonilha), presentes na decisão de Mendonça, tiveram a medida de busca e apreensão indeferida. A decisão proferida por André Mendonça trata do deferimento parcial de medidas de busca e apreensão pessoal e domiciliar contra persos investigados. A investigação apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos financeiros que envolveriam gestores do antigo Banco Master e o Senador Jaques Wagner. A decisão se fundamenta em três eixos principais de investigação: Vantagens indevidas e ocultação patrimonial: Há indícios de que o Senador teria recebido vantagens econômicas, destacando-se a aquisição de um apartamento de luxo em Salvador por meio de estruturas societárias e financeiras interpostas para ocultar o beneficiário final.Repasses financeiros: A Polícia Federal identificou pagamentos e transferências expressivas (como uma de R$ 3,5 milhões) para a empresa BN Financeira Ltda., vinculada ao núcleo familiar do Senador.Atuação parlamentar: A investigação apura se o Senador teria atuado no Congresso Nacional em defesa dos interesses do Banco Master, especificamente em temas como crédito consignado, limites do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e na fiscalização da aquisição do Banco Master pelo BRB Defesa de Jaques Wagner A defesa do senador Jaques Wagner, alvo da operação desta quinta, enviou a seguinte nota na íntegra: "O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas. Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá." Defesa de Augusto Lima A defesa do banqueiro Augusto Lima, alvo da operação desta quinta, enviou a seguinte nota na íntegra: "As diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração. De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública." Defesa de Valério Marega Júnior A defesa de Valério Merenga Júnior, alvo da operação desta quinta, enviou a seguinte nota na íntegra: "A defesa de Valério Marega Júnior informa que ele não participou do negócio imobiliário mencionado na decisão do Supremo Tribunal Federal. Valério desconhecia o objetivo da eventual negociação. A defesa confia que os fatos serão plenamente esclarecidos no curso da investigação." GloboPop: veja os vídeos do palco da Andréia Sadi
18/06/2026 (00:00)
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